segunda-feira, 25 de novembro de 2013


Conclusão sobre a Depressão
 

Com a tentativa de a realização deste trabalho conclui que a Depressão é uma doença que se tem vindo a alastrar ao longo dos anos, afetando adultos, jovens, crianças e bebés, independentemente da sua situação económica ou estatuto social.
A depressão afeta todo o sistema emocional e é causada por vários factores sociais. Havendo um risco maior para a mulher, (depois do parto, na menopausa, no ciclo menstrual), também aparece na terceira idade, na adolescência e nas crianças.
Chegou-se a conclusão que é uma doença que tem tratamento, recorrendo aos fármacos. Conclui que a depressão incapacita e cria problemas no seio familiar, social e economico, tendo que haver uma grande compreensão, carinho e ajuda da parte de todos aqueles que lidam no seu dia-a-dia com esta doença
.A vida moderna, com o seu ritmo acelerado, leva ao stress e o stress não sendo tratado leva a depressão.
Realizar este trabalho foi muito benéfico pois veio aprofundar conhecimento sobre um tema que não tem sido divulgado ou esclarecido. Para o poder produzir utilizamos material de pesquisa na Internet e uma entrevista, feita por um jornal, a uma médica da especialidade.
 

As consequências sociais da depressão

 A depressão é uma doença incapacitante que traz grandes despesas para o Serviço Nacional de Saúde, segundo dados, aproximadamente 10% do absentismo deve-se a sintomas depressivos.
Por isso a depressão para além de provocar graves sofrimentos aos doentes e à família, também causa danos e economica (consultas médicas e compra de medicamentos) e sociais (perda de produtividade).
Em todo o mundo os deprimidos são milhões, as estatísticas indicam que 5% da população sofre de depressão, com prevalência nas mulheres com 4,9 a 9,3% em comparação com os homens de 2,3 a 3,2%.
Aproximadamente dois em cada 10 casos de depressão prolongam-se no tempo tornando-se cronicas. Nas mulheres a depressão cronica é quatro vezes maior que nos homens.
A depressão se não for tratada pode levar ao suicídio, mas vencer a depressão é possível, basta reconhece-la a tempo e compreende-la e cura-la como qualquer outra doença.

Alguns conselhos para lhe ajudar.
Quando note algum problema é necessário falar com ela para que descreva o seu estado emocional. Ajude a pessoa procurar tratamento, se necessário acompanhe a uma consulta. Não despreze as conversas, ameaças, nem tentativas de suicídio. Convide para um passeio ou qualquer actividade que ela gostava. Ouça tudo o que ela tenha a dizer, o mais importante é ouvir com paciência e carinho. Ajude a pessoa nas tarefas diárias de casa, ela não está a ser preguiçosa, no auge da depressão até o sair da cama é impossível. Aprenda sobre a depressão, quanto mais souber, mais pode ajudar. Não deixe que a pessoa falte ás consultas e que toma a medicação a horas certas.

6.2. Alguns conselhos para pessoas com estados depressivos.

Além da medicação devem fazer todo o tipo de actividades fora de casa como: passear, ir ao teatro, cinemas, museus, praticar desporto, andar a pé, etc.

Quando estiver sozinho faça: paciências, puzzle, palavras cruzadas, reflectir, pensar, meditar, estudar, tocar um instrumento, relaxar, falar sozinha, cantar, etc.

Quando está com outras pessoas deve falar, conversar, discutir, dar um conselho, elogiar, criticar, comer, beber, jogar ás cartas, brincar com os filhos, fazer troca de carinhos, etc.

Quando está em casa deve fazer, jardinagem, bricolage, trabalhos domésticos, cozinhar, ver televisão, ouvir musica pintar, desenhar, escrever, realizar trabalhos criativos, etc.
5. Quais os sintomas da depressão.
  • Estado de humor depressivo (sente-se triste ou vazio).
  • Choro frequente e sem motivos.
  • Perda de interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades.
  • Aumento ou diminuição de peso (anorexia, bulimia).
  • Aumento ou perda de sono em relação ao habitual.
  • Fadiga e perda de energia.
  • Sentimento de desvalorização, desespero e de culpa.
  • Dificuldades de concentração ou de tomar decisões.
  • Inquietações, agitações e irritabilidade.
  • Pensamentos sobre a morte ou suicídio ou tentativas de suicídio.
  • Falta de memória.
  • Desenvolvem sintomas físicos como cefaleias, problemas digestivos e dores difusas.
  • Nos mais jovens a depressão também pode ser acompanhada por diminuição do rendimento escolar, tendência a isolar-se não querendo conviver com ninguém, manifestações de certa agressividade e entrega ao álcool e as drogas


4. Pessoas com mais riscoExistem pessoas que são mais sensíveis à depressão e estão mais expostas aos riscos como as pessoas que já sofreram depressões anteriores, as que vivem com adversidades constantes, que têm problemas de relacionamento com os outros e também os que sofrem de isolamento social, como os idosos, marginalizados, mães solteiras e desempregados, assim como os que abusam das drogas do álcool e medicamentos.

4.1. Depois do partoTambém existe a depressão pós – parto pois a seguir a chegada de um filho pode desencadear-se uma crise, pois representa o momento de transformação da mulher para assumir um carácter diferente o lado materno. Além disso, começa a mudança de hábitos e ainda alterações hormonais ligados ao fim da gravidez que podem provocar perturbações de afecto, não sentindo alegria com o nascimento do bebe, crises de choro, aleitamento difícil, noites mal dormidas preocupações exageradas com o bebe e frequentes momentos de agressividade e incompreensão com o companheiro. Por isso, é melhor procurar um especialista.

4.2. Na menopausaPara muitas mulheres este período da vida marca o fim de uma vida cheia de certezas, passando para um período de angústia em relação ao futuro sem esperança, pelo facto de perder a capacidade reprodutora que marca a sua característica de ser mulher. A depressão nesta fase também pode ser fisiológica com a diminuição da tiróide, uma glândula que regula importantes funções fisiológicas.

4.3. Ciclo menstrualDurante as diversas fases do ciclo menstrual a fragilidade em relação à depressão muda, devido a variações hormonais, o risco de novos episódios ou agravamento de um já existente aumenta após a ovulação, na segunda fase do ciclo.


4.4. Terceira idadeAo chegar á terceira idade muitas pessoas sentem-se inúteis, pensando que a vida não tem mais nada a oferecer. A solidão, a insónia e dores difusas pela perda da memória e ainda desorientação. Muitos idosos sofrem de depressão, como forma de reagirem á frustração causada pelas circunstâncias em que vivem. Nem sempre é fácil identificar a depressão nesta fase. O primeiro sintoma que pode levantar suspeita é uma preocupação excessiva pela sua própria saúde, seguido de sentimentos de culpa injustificados por algo que devia ter feito e não fez.

4.5. Nas criançasNas crianças a depressão pode aparecer desde o nascimento, elas podem nascer com sintomas depressivos. Podendo estar relacionadas com o estado emocional da mãe, durante a gravidez e pós – parto, pois existe um grande vínculo entre a mãe e o bebé. Se a mãe está bem o bebé também. O estado depressivo do bebé pode estar relacionado diretamente com ele, se é prematuro ou não ou se tem outro tipo de patologia.
Os primeiros anos são importantes na estrutura da personalidade da criança e de quem a acompanha, nesses anos torna-se a figura principal na vida da criança.
Os bebés que apresentam apatia, alguns podem ter atrasos no sentar e no andar, outros não querem comer, ou podem ser crianças inconsoláveis e chorar sem parar, são bebés que não olham nos olhos e não sorriem e atrasam-se no falar.
As crianças não dizem “sinto-me mal”, elas exprimem-se pela linguagem corporal: birras, protestos, choro, abatimento, tristeza e fecham-se em si próprias guardando tudo para elas, não querendo falar, tendo atitudes agressivas, pouco rendimento escolar, fugas, mentiras, pequenos roubos e também a anorexia.
As crianças depressivas tendem a ter um sentimento de baixa-estima, desvalorizando-se com um sentimento de “não ser capaz”. Também descobre-se que no passado destas crianças houve situações de perdas ou separações que surgem como situações traumáticas que fazem desencadear um estado depressivo.

4.6. Na adolescênciaMuitas pessoas têm a primeira depressão na adolescência, apesar de muitas vezes não ser reconhecida nem diagnosticada. Durante muitos anos pensaram que as crianças e os adolescentes não eram afetados pela depressão, pensando que só as pessoas com problemas e responsabilidades é que podiam ter um quadro depressivo, e os jovens como não tinham essas responsabilidades, não podiam ter um quadro depressivo, simplesmente os pais diziam “é um preguiçoso, não aprende 

A depressão
1. A depressãoÉ uma das doenças psiquiátricas mais frequentes, com perturbações de humor que não podem ser confundidas com sentimentos de alguma tristeza. O seu diagnóstico passa muitas vezes despercebido, quer por falta de reconhecimento da depressão como doença, porque os seus sintomas são atribuídos a outras causas (doenças físicas, stress, etc.), quer pelo facto da doença poder manifestar-se sob diversas formas que perturbam todas as áreas da vida do doente, pois afeta intensamente as emoções, afetos e comportamentos.

2. As causasA depressão é atualmente a quarta causa mais significativa de sofrimento e incapacidade a nível mundial, depois das doenças cardíacas, cancro e acidentes de trabalho. A organização mundial de saúde prevê que no ano 2020 esta doença passe para segundo lugar.
Entre as causas da depressão pode-se incluir factores sociais como a pobreza, a solidão, a diminuição de humor, pós – parto ou perda de um ente querido, também pode surgir sem causas aparentes ou pode ser hereditário pois é mais frequente surgir mais casos no mesmo seio familiar.

3. Os factoresExistem vários factores que podem contribuir para a depressão tais como:3.1 Factores ocupacionais como sobrecarga de trabalho, pouco descanso, não conseguir os objetivos, problemas com superiores e com a carreira, dificuldades económicas e financeiras, despedimento e reforma.
3.2. Factores familiares como famílias disfuncionais, luto e estar longe de casa.
3.3. Factores ligados com a saúde, tais como doenças crónica ou incapacitantes, lesões graves e também fármacos para tratar outras enfermidades.
3.4. Factores ligados com acidentes, como acidentes rodoviários, domésticos e todo o tipo de acidentes com que as pessoas se possam sentir culpadas.
3.5. Factores ligados com violência, como violência física e psicológica e toda a violência praticada em tempo de guerra, incluindo o rapto e o assalto.

Sintomas de Stress inclui manifestações mentais, físicas e sociais,perda ou aumento de apetite,exaustão, tristeza, insinia e sonolência. A exaustão traz um aumento de intensidade de sintomas e possives doenças como hipertensão arterial crónica,úlceras gástricas, diabetes,depressão, problemas de pele,entre outros.

  • Os Sintomas de Stress
Dores de cabeça,esquecimentos, dificuldades de concentração e memória, cansaço e queda de resistência orgânica.

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