terça-feira, 12 de novembro de 2013

Uma campanha de angariação de fundos no site de crowdfunding Indiegogo tem dividido opiniões nos EUA. Isso porque a empresa AR Wear, que busca esse financiamento, pretende produzir e comercializar uma linha de roupas resistentes ao estupro para as mulheres. A marca defende que essa é uma precaução necessária em um país onde quase uma em cada cinco mulheres relatam ser vítimas de agressão sexual. O que se discute é: esse não seria mais um caso de transferência da culpa para a vítima? Mesmo com a polêmica, a campanha já arrecadou mais de US$ 51 mil dólares, ultrapassando a meta e ainda faltando 11 dias para o final. A linha inclui calcinhas e calções esportivos, concebidos para resistir à remoção indesejada no caso de um ataque e deixar claro que a mulher não está consentindo o ato. Para justificar sua fabricação, a empresa cita um estudo de vítimas de estupro feito por Sarah Ullman, uma pesquisadora de justiça criminal da Universidade de Chicago, que analisou a taxa de vários tipos de resistência com sucesso contra agressores sexuais. As críticas recebidas pela empresa são contra o conceito do que ela considera estupro, que ignora, por exemplo, a violência realizada pelo próprio marido ou companheiro. Os criadores se defendem dizendo que a AR Wear não vai resolver o "problema do estupro no mundo". Em meio a todo esse debate, a empresa pretende lançar a linha em julho de 2014. Confira o vídeo abaixo e tire suas conclusões sobre esse novo produto:

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